sábado, 9 de agosto de 2014

Meios de transportes em LIBRAS


Alfabeto em LIBRAS


Aplicativo: ProDeaf - tradutor para surdos
Dicionário da Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS

ASL U.S.A De Libras Para Legendado Portugues


Números em LIBRAS

ABC em LIBRAS


A EDUCAÇÃO DOS SURDOS NO BRASIL

A história da educação dos surdos no Brasil teve inicio ainda no século XIX quando Dom Pedro II decidiu criar um instituto para surdos no país, devido ao fato da princesa Isabel ser mãe de um filho surdo e, além disso, casada com o conde D’Eu que era parcialmente surdo.
 Inicialmente Dom Pedro II encarregou o Marquês de Abrantes para organizar uma comissão cuja finalidade era fundar um instituto para a educação de surdos-mudos no Brasil. Após a organização da comissão que deliberou sobre a criação do instituto, foi aprovada a Lei nº 939 que designou verbas para auxilio orçamentário do instituto e, além disso, garantiu uma pensão anual para cada um dos dez alunos que o governo imperial mandou admitir no Instituto.
 No ano de 1856 veio para o Brasil, o educador surdo Ernest Huet que trouxe o alfabeto da Língua de Sinais Francesa para dar início à educação de surdos no Brasil. Em 1857 foi fundado no país o instituto de surdos, que inicialmente recebeu o nome de Imperial Instituto de Surdos-Mudos e posteriormente o nome de Instituto Nacional de Surdos-Mudos. Quando foi criado, o instituto atendia apenas meninos. Atualmente o instituto é conhecido como Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).  
O instituto passou alguns anos sob o comando do educador Ernest Huet que utilizava a língua de sinais, mas com a saída deste em 1862, e a ocupação do cargo por Dr. Manuel de Magalhães Couto os treinos da fala e a leitura de lábios deixaram de ser realizados e o instituto se transformou em um asilo de surdos. Por esse motivo, Dr. Manuel saiu do instituto, e em 1868 o cargo de diretor passou a ser ocupado por Tobias Leite, que estabeleceu como obrigatória a aprendizagem da linguagem articulada e da leitura dos lábios. Em 1911, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) passou a utilizar o oralismo puro em suas salas de aulas, mas o uso dos sinais permaneceu até 1957, momento em que se deu a proibição do uso de sinais como oficial. 
 No ano de 1970, chegou ao Brasil a filosofia da Comunicação Total após a visita de uma professora de surdos à Universidade Gallaudet, nos Estados Unidos, e na década de 80 o bilinguismo, quando linguistas brasileiros passaram a se interessar pelo estudo da Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS).
A oficialização da LIBRAS como língua dos surdos brasileiros ocorreu  apenas no ano de 2002 com a Lei nº 4.857. Nesse mesmo ano, também foi promulgada a lei nº 10.436 que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como um meio legal de comunicação e expressão. De acordo com o artigo 4 da lei 10.436/2002 o sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de educação especial, de Fonoaudiologia e de magistérios, em seus níveis médios e superior, o ensino da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Em dezembro de 2005 foi publicado o decreto de nº 5.626 que regulamenta a Lei 10.436/2002 e o art. 18 da Lei 10.098/2000. Esse decreto é composto por 9 capítulos, sendo que o capítulo II refere-se a inclusão da libras como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério e nos cursos de fonoaudiologia de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Com a aceitação da LIBRAS pelo MEC, a educação de surdos ficou mais fácil e embora ainda existam várias escolas que utilizam apenas o oralismo, já é possível encontrar escolas brasileiras que mesmo sem ter uma proposta bilíngue, contribuem para a integração da Cultura Surda Brasileira, uma vez que muitas das crianças, jovens e adultos que frequentam essas escolas já se comunicam em LIBRAS e muitos dos professores destas escolas se não sabem LIBRAS estão buscando aprender a língua com instrutores surdos.
Fonte: 
MENEZES, Jane Eire Silva Alencar de e FEITOSA, Cléia Rocha de Sousa. LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS). Secretaria de Educação à Distância (SEAD/UECE), Fortaleza, 118p.
Histórico da educação de surdos no Brasil. Disponível em: http://www.feneis.org.br/page/noticias_detalhe.asp?categ=1&cod=623 Acesso em 05 de ago. 2014